Liderança

ARTIGOS:

  • A INTEGRIDADE DO LIDER
  • A LIÇÃO DOS GANSOS
  • O VALOR DE UMA LIDERANÇA SÁBIA

A INTEGRIDADE DO LIDER


“Não há lugar oculto para uma carpa dourada no aquário”. Ditado Chinês

Você é um líder.
Ficou surpreso com o impacto da palavra Líder? Antes de estar na posição de líder, talvez você tenha pensado que os Líderes tinham uma vida sobre-humana, vivendo numa relação face a face com Deus como Moisés e que suas idéias eram absolutas e suas respostas perfeitas, sem ambivalências.
O tempo passou e, quando menos percebemos, fomos chamados a assumir uma posição de liderança e sentimos a mesma insegurança que Moisés ou Josué: Eu??? Líder??? Não Senhor, deve haver algum engano... Chegar à posição de guiar outras pessoas não é algo que acontece subitamente, é uma evolução a que vamos nos acostumando e seguimos sem que haja uma reflexão mais profunda dos papéis que assumimos e também da necessidade de uma evolução ética, essencial para a nova etapa.
Assim como um prédio mais alto precisa de alicerces mais profundos, um líder com mais influência precisa de um padrão ético mais firme na Rocha.
Quando nos damos conta de que muitas pessoas se apóiam em nossa Visão para construírem - total ou parcialmente - a sua definição pessoal, percebemos uma desconfortável sensação de poder que se opõe à insegurança e à fragilidade de estar na frente, sendo avaliado pelo que faz ou decide não fazer.
Ao mesmo tempo, nós também precisamos também de direções: “Que condições Deus nos apresenta para seguir crescendo dentro da Sua Visão? Quais armadilhas que o cristão precisa atravessar para fazer a Sua Vontade aqui na Terra como ela é feita no Céu?”
A resposta está na busca da Integridade.

Integridade
“O que você não quiser comer, não cheire”. Ditado Nigeriano.
Sua liderança depende de sua Integridade.
O vocábulo “Integridade” vem do latim “Integrare” que significa “fazer inteiro, uno, total” por exemplo: integrais são números inteiros, integrar é combinar as partes em algo único, holístico, um total.
Então Integridade tem a ver com totalidade, unicidade, indivisibilidade. Uma pessoa íntegra ou de Integridade é a que é una, a mesma:
O que ela diz é o mesmo que ela faz.
O que ela é em público é o mesmo em sua vida privada.
As duas coisas são uma só e não duas. Na verdade, os maiores problemas de caráter acontecem nas menores coisas. Quando o cristão começa sua jornada de guiar outras pessoas percebe-se tendo que encarar sentimentos, impulsos e limitações que nunca imaginou que enfrentaria quando chegasse a tal posição. Há uma relação direta entre ser um cristão e apontar o caminho para outras pessoas. Por isso nos referimos a cada cristão como um líder.
As tentações não se materializam como grandes desafios éticos, mas sim em pequenas coisas que estão ao alcance do líder em seu dia a dia. O amadurecimento de um cristão começa quando ele aprende a lidar com suas pequenas fraquezas e também a compreender a fraqueza dos outros.
Sabemos que não se pode medir o nível de Integridade de uma pessoa. É uma avaliação subjetiva. Mas podemos dizer que existe uma linha imaginária que a mede e que as pessoas, de maneira geral, vêem esta linha e respondem a ela. Esta linha é medida inconscientemente pelas pessoas quando percebem a distância entre fazer o que se fala e falar o que se faz.
Quanto maior a Integridade de um cristão mais ele pode fazer o que fala e falar o que faz. Muitas pessoas, quando em público, são doces e amorosas, mas em sua vida pessoal são vistas como algozes impiedosos. Freqüentemente não somos a mesma pessoa em nossa vida pessoal e na vida privada. É claro que sua privacidade não precisa ser invadida a todo o momento mas vale lembrar que um dia ela será e tudo o que está oculto em sua vida será descoberto.
Então a vida cristã e o caráter cristão são uma só experiência.
Experiência essa marcada pela frustração e pela busca de socorro em Deus.
A Integridade dá:
Poder às nossas palavras.
Força aos nossos planos.
Impacto às nossas ações.
Quando se estabelece a Integridade muito pode ser feito. Mas se há uma dúvida quanto à Integridade de um líder ou de uma Igreja, quase nada pode ser feito.
Tito 2: 7-8
7 Em tudo te dá por exemplo de boas obras; na doutrina mostra integridade, sobriedade,
8 Linguagem sã e irrepreensível, para que o adversário se confunda, não tendo nenhum mal que dizer de nós.
Um dos primeiros ataques a um cristão ou a qualquer líder é quanto à sua Integridade, depois quanto à legitimidade de sua liderança.
Estes ataques não acontecem “fora das muralhas”, advindos da estratégia do inimigo, mas sim de dentro de nossa sala mais íntima e segura, transbordando daqueles com quem dividimos o pão.
Esta maldição se manifesta sem que ninguém perceba o seu poder de corrosão. Um reino não pode prevalecer quando está dividido e a falta de confiança no líder gera a divisão e a rebelião.

Cultivando a Integridade
Tome cuidado com as pequenas coisas
Mat.25.21
Disse-lhe o seu senhor: Muito bem, servo bom e fiel; sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor.
Nos pequenos detalhes, no segundo olhar, nas pequenas e inocentes provas que parecem sem risco algum... nos detalhes quebramos a relação de intimidade com Deus. Integridade só é conseguida na relação de amor e dependência de Deus.
Diga não à tentação... o mais rápido possível. 
1ª Tim 6.11
Mas tu, ó homem de Deus, foge destas coisas, e segue a justiça, a piedade, a fé, o amor, a constância, a mansidão.
Não deixe sua mente negociar. Uma das cenas mais sutis do filme “O Advogado do Diabo” o jovem advogado está conversando com o dono do escritório de advocacia sem saber que ele e o próprio diabo e pergunta: “Você está negociando?” e o diabo responde: “Estou sempre negociando!”

Não separe Vida Privada de Vida Pública. 
1ª Sam 15.30
Ao que disse Saul: Pequei; honra-me, porém, agora diante dos anciãos do meu povo, e diante de Israel, e volta comigo, para que eu adore ao Senhor teu Deus.
Em qualquer dúvida diga não! Sua consciência é seu bem mais valioso e deve ser treinada para fazer o que é certo tendo como base princípios e não quantidades ou quantias.

Mantenha sua consciência limpa.
Atenção para motivos escusos. Quando assumimos o nosso papel como cristãos e como líderes, estamos querendo que as pessoas nos sigam e elas não seguem idéias, seguem pessoas. Quando a pessoa não é fidedigna, ninguém a seguirá. Seja transparente diante dos homens e de Deus.
Atos 24.16
Por isso procuro sempre ter uma consciência sem ofensas diante de Deus e dos homens.
Não se permita caminhar com pendências em nenhuma área de sua vida. A Palavra de Deus nos convoca a limpar as pendências com os irmãos antes de fazer o mais sagrado: ofertar no altar do Senhor. Se algo é levantado contra a imagem ou o ministério de um líder, não é suficiente que ele tenha boas justificativas. É necessário que ele saiba lidar com o processo por detrás da queixa.
Se é algo a ser consertado, reparado ou resgatado, resolva com o irmão.
Se é uma insurreição dentro da Igreja ou do ministério, dissolva as causas.
Se é uma armadilha do diabo, resista e lute dentro da Palavra de Deus.
Mas em todos os casos entenda que há um chamado de Deus para um conserto, portanto humilhe-se diante do Pai, e Ele te exaltará diante dos homens.
Integridade é essencial para a Liderança porque toda liderança é uma liderança moral. David Wong
Há uma Visão para seguirmos e um caminho para construirmos. Somos um povo que tem um Deus fiel para dar a Visão e as condições para sua realização, por isso é chamado “O Senhor do Impossível”. Deus não tem Seu maior interesse no que você faz mas sim no que você se transforma enquanto faz. Ele observa suas motivações e o oculto de seu coração. É isso que Ele deseja: adoradores que vivem a ação como adoração e sua busca de santidade é um processo natural de derramar-se diante do Seu Altar.
Que Deus nos desafie e nos transforme. 

Autor:Dr. Roberto Aylmer

Dr. Roberto Aylmer é casado com Ana, pai de Mariana, Daniel e Rodrigo.
Médico, formado pela Universidade Federal Fluminense -RJ. Trainee pelo Cathexis Institute Califórnia em Distúrbios do Comportamento e médico palestrante convidado do Instituto Jacqui Schiff – Ba. Formado com louvor pelo Haggai Institute, Atlanta, EUA, onde hoje é Professor Internacional do Haggai Institute no tema Desenvolvimento de Lideranças. Consultor especial e palestrante da Associação Brasileira para a Prevenção de Acidentes do Trabalho - ABPA.


A LIÇÃO DOS GANSOS 

Quando um ganso bate asas cria um “vácuo” para o pássaro seguinte. Voando numa formação em V, o bando inteiro tem seu desempenho 71% melhor do que se a ave voasse sozinha.

Lição: Pessoas que compartilham uma direção comum têm senso de comunidade, podem atingir seus objetivos mais rápido e facilmente.


Sempre que um ganso sai da formação, sente subitamente a resistência por tentar voar sozinho. Rapidamente, volta para a formação, aproveitando a “aspiração” da ave imediatamente à sua frente.


Lição: Se tivermos tanta sensibilidade quanto ao ganso, permaneceremos em formação com aqueles que se dirigem para onde pretendemos ir e nos disporemos a aceitar a sua ajuda, assim como prestaremos a nossa a outros.


Quando o ganso líder se cansa, muda para trás na formação. Imediatamente, outro ganso assume o lugar, voando para a posição de ponta.


Lição: É preciso acontecer um revezamento das tarefas pesadas e dividir a liderança. As pessoas, assim como os gansos, são dependentes uma das outras.


Quando um ganso fica doente, ferido, ou é abatido, dois gansos saem da formação e seguem-no para ajudá-lo e protegê-lo. Ficam com ele até que esteja apto a voar de novo, ou até que morra. Só assim, eles voltam ao procedimento normal, com outra formação, ou vão atrás de outro bando.


Lição: Se nós tivermos bom senso tanto quanto os gansos, também estaremos ao lado dos outros nos momentos difíceis.


Gostaria que você pensasse bem nessas lições dos gansos. Leia com atenção, reflita sobre cada item, transponha-os para a sua realidade, mostre ao seu pessoal e discuta com eles. Até com os gansos podemos aprender!

Autor desconhecido


 O VALOR DE UMA LIDERANÇA SÁBIA


O Titanic navegava alegremente pelo oceano, mas sua tripulação jamais havia recebido instrução para casos de resgate e emergência. Eles não tinham um plano para a evacuação dos passageiros, e a maioria dos tripulantes não sabia sequer como descer um bote à água.

Tudo precisou ser planejado e aprendido enquanto o barco afundava, o que certamente fez com que muito mais vidas se perdessem. O barco havia sido surpreendido pelos trágicos eventos daquela noite com a "guarda baixa", e o preço pago por isso foi muito alto.

Será que o mesmo acontece conosco? Em caso positivo, nós também pagaremos um alto preço. Todo líder precisa ter a capacidade de enfrentar uma crise e sair dela com êxito, mas o objetivo maior deve ser ter a sabedoria para agir antes que a situação se transforme em uma crise. Muitas de nossas crises são desnecessárias, e surgem como resultado de uma liderança pobre.

Outros dois barcos tiveram um papel importante no drama do desastre do Titanic: o Californian e o Carpathia. Os capitães destes barcos, juntamente com o capitão Smith do Titanic, refletem as melhores e piores características da liderança. O Californian tinha um capitão reservado e cauteloso. Quando ouviu a notícia de que havia gelo em sua rota, ele reduziu a velocidade. Quando viu o gelo, ordenou que o barco parasse e esperassem até o amanhecer. Seu operador de rádio começou a advertir os outros barcos sobre o perigo existente na área. Às 19:30 o Titanic recebeu a mensagem e a registrou. Essa foi uma das seis advertências que o Titanic recebeu naquela noite, e a nenhuma foi dada atenção. Isso demonstra a história de indiferença que havia em sua ponte de comando, não apenas por parte do capitão, mas de todo o pessoal da ponte que não deu atenção às advertências recebidas. Quando essa atitude se apresenta em um líder, o desastre é iminente.
O mar Atlântico Norte, geralmente agitado, estava muito calmo naquela noite. Mais de um oficial afirmou que jamais havia visto tal tranqüilidade no mar. O Primeiro Oficial do Titanic observou mais tarde em sua declaração: "Tudo estava contra nós". A calma do mar também alcançaria a tripulação do Californian. O guarda observou o Titanic aproximar-se a algumas milhas, e logo viu quando parou. Primeiro pensaram que estava tendo cuidado por causa do gelo, como eles mesmos haviam feito. O capitão disse ao guarda que o acordasse se algo acontecesse.
Em seguida o Titanic disparou um sinal de emergência. Quando acordaram o capitão, este pensou que o sinal deveria ser para outro barco que não conseguiam ver. O operador de rádio estava dormindo, mas eles nem sequer o despertaram para verificar se seria possível um contato com o Titanic. Mais sinais foram lançados, enquanto a tripulação do Californian continuava pensando na mesma hipótese. Eles ficaram olhando enquanto o Titanic afundava, suas luzes se apagavam e ele desaparecia no mar! Se tivessem respondido ao primeiro sinal, o Californian poderia ter salvo aqueles que morreram.

A complacência no Titanic e no Californian pode parecer incrível, mas será que os nossos líderes econômicos e políticos serão capazes de fazer algo diferente? Quando o final da história chegar, seremos julgados do mesmo modo? A orquestra continuará tocando enquanto afundamos? A racionalização é um escudo popular que os covardes utilizam enquanto os que têm coragem para proclamar as advertências são taxados de "alarmistas" e de propagarem mensagens negativas.

O outro barco envolvido no drama do Titanic era o Carpathia, capitaneado por Arthur H. Rostron, conhecido por sua capacidade de tomar decisões rápidas e infundir energia aos que trabalhavam sob seu comando. Era um homem crente, que sempre orava. Às 00:35 o operador de rádio do Carpathia invade a cabine de Rostron para informar que o Titanic havia se chocado contra um iceberg.

Rostron reagiu como deveria: imediatamente ordenou que o Carpathia retornasse e acelerasse a toda velocidade em direção ao Titanic; e logo depois de fazê-lo, perguntou ao operador se tinha certeza da mensagem! Um notável contraste com a reação da tripulação do Californian. Em seguida, Rostron demonstrou o que é um verdadeiro líder preparado: ele pensou em tudo. Ordenou ao médico inglês que fosse à primeira classe; ao italiano que fosse para a segunda e ao húngaro à terceira. Enviou todas as provisões necessárias para atender aos feridos ou enfermos. Ordenou a diferentes oficiais que se localizassem em diferentes locais do convés, instruindo-os a anotarem os nomes dos sobreviventes e os transmitirem por rádio. Prepararam uma série de macas com cadeiras para colocarem os feridos. Amarraram linhas de bóias dos dois lados do barco, com cordas para prender os botes salva-vidas. Todas as portas do convés foram abertas. Ele também ordenou que os oficiais se encarregassem de seus passageiros, atendendo-os e mantendo-os fora da área na qual estavam os feridos. Todos receberam ordens para preparar café, sopa e provisões. Designou os oficiais que atenderiam os camarotes, salas de fumar, bibliotecas, etc., acomodando os sobreviventes. Em seguida ordenou que parte do pessoal explicasse aos passageiros o que havia sucedido.

Rostron então precisou enfrentar o maior problema: o gelo. Ele aproximava-se a toda velocidade da mesma área na qual o Titanic havia se chocado. Não poderia reduzir a velocidade, mas procurou reduzir o risco para seu próprio barco e passageiros. Colocou um homem no porto da guarda, mais dois na popa, um de cada lado da ponte, e ele próprio se colocou ali de prontidão. Seu segundo oficial, James Bisset, observou que o capitão logo utilizou o recurso que para ele era o mais importante: orou.

Às 02:45 Bisset viu o primeiro iceberg. Eles o rodearam e continuaram avançando. Durante a hora seguinte, contornaram mais cinco. Às 04:00 atingiram a última posição informada pelo Titanic e começaram a levantar os botes salva-vidas. À medida que amanhecia, o cenário tornava-se mais desolador e impactante: o mar estava repleto de icebergs, até onde a vista alcançava. Nem mesmo os sentinelas do Carpathia haviam visto tantos.

O difícil resgate dos sobreviventes do Titanic aconteceu de forma tão ordenada que a paz reinava sobre todos. Os passageiros do Carpathia foram contagiados pelo espírito solidário da tripulação. Os passageiros da primeira classe ofereceram seus camarotes aos sobreviventes; outros faziam tudo o que podiam. Em uma das noites mais escuras e trágicas da história, o capitão, a tripulação e os passageiros do Carpathia se destacam como luzes brilhantes de coragem e heroísmo. São uma demonstração do que é a verdadeira liderança. Não dormiam como os outros; e não se deixaram enganar pela calma do mar: estavam preparados e agiram.

As lições que esta história contém podem ser aplicadas a qualquer situação de crise. O orgulho e/ou a complacência podem levar qualquer empreendimento à tragédia. A preparação pode nos dar a capacidade de enfrentar qualquer tragédia e salvar o que de outro modo se perderia.

Em muitos casos, uma liderança sábia pode evitar que a crise se instale. Entretanto, algumas crises virão, não importa quão sábios ou vigilantes sejamos. Há inúmeros fatores neste mundo que não podemos controlar, e não podemos estar sempre a salvo deles. É correto tentar evitá-los, mas também é aconselhável estar sempre preparado.

Os sábios aprendem com os erros dos outros. A catástrofe do Titanic provavelmente salvou muitos outros barcos de um destino semelhante. E também pode salvar o nosso, se procurarmos aprender com ela.