Finanças

Quando reconhecemos o domínio de Deus, cada decisão quanto ao gasto do dinheiro torna-se uma decisão espiritual. Já não mais perguntamos, Senhor, o que queres que faça com o meu dinheiro? A pergunta é reformulada em, Senhor, que queres que eu faça com Teu dinheiro? Quando temos essa perspectiva, as decisões de gastar e economizar são decisões tão espirituais quanto as decisões de contribuir. Sabei, pois, que: “O dinheiro é um ótimo servo, mas um péssimo senhor”.



Tudo que existe nos céus e na terra e teu o Senhor e seu é esse reino. Nós adoramos a Deus porque Ele dirige todas as coisas. Riquezas e honra vem somente do Senhor, e Ele é o governador de toda a humanidade; sua mão controla força e poder, e é por sua vontade que os homens se tornam importantes e recebem Força. ( 1ª Cr 29: 11 e 12).


 ARTIGOS:

  • JOHN WESLEY: SUA EXPERIÊNCIA COM O DINHEIRO
  • A TENTAÇÃO DO SUPÉRFLUO
  • DECLARAÇÃO DE BENS
  • O EXEMPLO DE GEORGE MÜLLER
  • VOCÊ QUER FICAR RICO?
  • COISAS QUE O DINHEIRO NÃO COMPRA

John Wesley - "Sua experiência com o dinheiro"

John WesleyJohn Wesley (1703-1791) é conhecido como um pregador que revolucionou a Inglaterra do século XVIII, foi instrumento de avivamento, e influenciou profundamente a igreja com seus ensinos sobre santificação. Poucos talvez saibam que ele ganhou muito dinheiro com a venda de seus livros e panfletos, e que sua renda o classificava como um dos homens mais ricos da Inglaterra do seu tempo.

A seguir, alguns dos seus ensinamentos sobre dinheiro:

John Wesley viu o movimento de Metodismo que fundou crescer de dois irmãos para uma sociedade de quase um milhão de pessoas durante o período da sua vida. Porém, nos seus últimos anos, ele ficou triste e pessimista com relação ao movimento. Os seguidores não tinham mais fervor e amor pelo Senhor, o que se demonstrava de diversas maneiras, entre as quais sua indisposição de visitar e ajudar os pobres e necessitados. Wesley temia que o Senhor não estivesse mais no meio deles, que o povo tivesse abandonado seu "primeiro amor", e que talvez seus labores de uma vida inteira fossem perdidos.

Wesley atribuiu esta frieza espiritual e afastamento de Deus principalmente ao crescimento de riquezas e possessões. Notou que o nível econômico médio dos metodistas havia melhorado mais de dez vezes em relação ao princípio do movimento. Parecia-lhe que quanto mais dinheiro tinham, menos amavam ao Senhor, menos disposição tinham, entre outras coisas, para auxiliar os necessitados.

Wesley pregava muito sobre o uso correto do dinheiro, e de como somos apenas despenseiros de Deus. O propósito de Deus em nos abençoar financeiramente é para podermos compartilhar com aqueles que não têm. Gastar em coisas supérfluas ou além do básico necessário é, por isso, roubar de Deus.

É difícil imaginar este grande pregador, que falava tanto sobre o amor, ficando irado ou expressando ódio para alguma coisa. Ele até ensinava que o amor de Deus pode encher de tal forma nosso coração que seremos capazes de amar perfeitamente a Deus e ao nosso próximo. Mas havia uma palavra que Wesley realmente detestava. Era a palavra que as pessoas usavam para justificar gastos extravagantes ou um estilo de vida materialista. Diziam: "Mas tenho condições de comprar aquilo ou de viver assim". Para ele esta expressão "tenho condições" era vil, miserável, imbecil e diabólica, pois nada do que temos pode ser considerado nosso. Nenhum cristão verdadeiro jamais deveria usá-la.

Ele não só pregou, mas viveu este princípio na prática. Numa época em que uma pessoa podia viver tranqüilamente com £30,00 (trinta libras) por ano, Wesley começou ganhando mais ou menos isto no início de sua carreira de professor da universidade.

Um dia, porém, notou uma empregada doméstica que não tinha agasalho suficiente no inverno, e que não tinha nada para lhe dar, pois já gastara todo seu dinheiro para si mesmo. Sentiu-se fortemente repreendido por Deus como mau despenseiro dos seus recursos. Daí em diante, reduziu ao máximo suas despesas para poder ter mais para distribuir.

Com o tempo, sua renda anual passou de £30,00 por ano a £90,00, depois a £120,00 e anos mais tarde chegou a £1400,00. Entretanto, nunca deixou de viver com os mesmos £30,00, e de dar embora todo o restante. Segundo seu próprio testemunho, nunca teve mais que £100,00 no bolso ou nas suas reservas. Ensinou que quando a renda do cristão aumentasse, devia aumentar seu nível de ofertas, não seu nível de vida.

Quando morreu, deixou apenas algumas moedas nos bolsos e nas gavetas, e os livros que possuía. A grande maioria das £30.000,00 que ganhou durante sua vida (com panfletos e livros) foi doada a pobres e necessitados.

Wesley baseava sua prática em cinco pontos fundamentais:

1. Deus é a fonte de todos os recursos do cristão. Ninguém realmente ganha dinheiro por sua própria esperteza ou diligência. Pois Deus é fonte de toda energia e inteligência.
2. Os cristãos terão de prestar contas a Deus pela forma como usaram o dinheiro. Em qualquer momento, podemos ter de prestar contas a Deus. Por isto, nunca devemos desperdiçar o dinheiro agora, pensando em compensar futuramente.
3. Os cristãos são mordomos do dinheiro do Senhor. Somos apenas agentes dele para distribuí-lo de acordo com sua direção. Portanto, não temos condições de fazer algo contrário à sua vontade.
4. Deus concede dinheiro aos cristãos para que o repassem àqueles que têm necessidade. Usar este dinheiro para nós mesmos é roubar de Deus.
5. O cristão não tem mais direito de comprar algo supérfluo para si mesmo do que tem de jogar o dinheiro fora.
 
Com isto em mente, Wesley dava quatro conselhos quanto às prioridades de Deus para o uso da renda individual do cristão:

1. Suprir todo o necessário para si mesmo e a família (1 Tm 5.8).
2. "Tendo sustento e com que nos vestir, estejamos contentes" (1 Tm 6.8).
3. "Procurai as coisas honestas, perante todos os homens" (Rm 12.17), e "A ninguém fiqueis devendo coisa alguma" (Rm 13.8). Depois de cuidar das necessidades básicas, a próxima prioridade é pagar os credores, ou providenciar para que todos os negócios sejam feitos de forma honesta, sem incorrer em dívidas.
4. "Façamos o bem a todos, mas principalmente aos da família da fé" (Gl 6.10). Depois de prover para família, credores, e negócios, Deus espera que todo o restante lhe seja devolvido através de doar aos necessitados.
 
Para ajudar a discernir em situações não muito claras se está tomando a direção certa diante de Deus, Wesley sugeria que o cristão fizesse a si mesmo as seguintes perguntas em relação a algum bem que quisesse adquirir:

1. Em gastar este dinheiro, estou agindo como se eu fosse dono dele, ou como despenseiro de Deus?
2. Que Escritura me orienta a gastar dinheiro desta forma?
3. Posso oferecer esta aquisição como oferta ao Senhor?
4. Deus haverá de me elogiar na ressurreição dos justos por este dispêndio?

Extraído da Revista Impacto (www.revistaimpacto.com.br), nº 25.


A tentação do supérfluo 

Primeiramente, já quero soltar uma pergunta de cara: Você gasta muito com supérfluo? Bem esta é uma pergunta um pouco injusta, eu sei. Afinal o que é supérfluo para uns pode não ser para outros. Apesar disso, tenho certeza que sua resposta foi sim.

Quem nunca foi ao supermercado e encheu o carrinho de guloseimas das mais diversas? Pois é, sendo bom ou não, o supérfluo geralmente agrada aos nossos olhos mas é certo que exige bastante do nosso bolso.

A situação econômica que nosso país vive atualmente, não é tão ruim quanto a do passado, mas ainda não pode ser considerada estável. Por isso é tão importante economizar e vigiar.

O exemplo do supermercado é um dos diversos que podemos visualizar. Quantas vezes nos pegamos fazendo dívidas desnecessárias. É importante perceber que temos necessidades básicas e que estas são mais importantes do que agradar aos olhos.

Não quero dizer que não podemos comprar coisas que nos agrada, ou que sonhamos ter. O que precisamos é analisar os nossos sonhos de consumo.

Por exemplo, vamos supor que você tenha decidido que irá comprar um aparelho de TV. O segundo passo deve ser levantar questionamentos a respeito da possível compra. Por exemplo:
“Será que preciso de uma TV nova? Será que não vou comprar por modismo? Será que só me interessei porque vi alguém comentar que comprou ou porque achei o anúncio atraente?”

Se pensarmos bem antes de tomar qualquer decisão, não só evitaremos de nos endividar como também  evitaremos de inclusive pecar. Não podemos ser avarentos. Deus é muito claro enquanto a isso:

“Acautelai-vos e guardai-vos da avareza; porque a vida de qualquer não consiste na abundância do que possui.” (Lc 12.15).

“Sejam vossos costumes sem avareza, contentando-vos com o que tendes; porque ele disse: Não te deixarei, nem te desampararei.” (Hb 23.5).

“E por avareza farão de vós negócio com palavras fingidas; sobre os quais já de largo tempo não será tardia a sentença, e a sua perdição não dormita.” (2Pe 2.3).

“O que agir com avareza perturba a sua casa, mas o que odeia presentes viverá.” (Pv 15.27).

Portanto irmão, que sejamos mais cautelosos em nossas compras e em nossa relação com o que é material. Que possamos compreender o que está agradando a Deus e o que está agradando aos nossos olhos. Pois tenho a plena convicção de que o Senhor quer que tenhamos coisas boas, mas que ele seja aquele que vai nos direcionar até mesmo na hora de adquirir algum bem.

Por Vanessa Freitas
redacao@lagoinha.com 


DECLARAÇÃO DE BENS 

“Bem-aventurado aquele que teme ao Senhor e anda em seus caminhos” (Salmo 128:1)


O pai moderno, muitas vezes perplexo e angustiado, passa a vida inteira correndo feito louco em busca do futuro esquecendo-se do agora. Nessa luta, renuncia ao presente. Com prazer e orgulho, a cada ano, preenche sua declaração de bens para o imposto de renda. Cada nova linha acrescida foi produto de muito trabalho. Lotes, casas, apartamentos, sítio, casa de praia, automóvel do ano, tudo isso custou dias, semanas, meses de lutas. Se partir de repente, já cumpriu sua missão e não vai deixar sua família desamparada.

Esse homem se esquece de que a verdadeira declaração de bens, o valor que efetivamente conta, está em outra página do formulário do imposto de renda, naquelas modestas linhas, quase escondidas, onde se lê declaração de dependentes. São filhos que colocou no mundo, a quem deve dedicar o melhor do seu tempo.

Os filhos só querem um pai para conviver, dialogar, brincar. Os anos passam, os meninos crescem, e o pai nem percebe, porque se entregou de tal forma a construção do futuro, que não participou de suas pequenas alegrias; não teve tempo para assistir a coroação de sua filha como rainha da primavera. Um executivo não deve desviar sua atenção para essas bobagens. São coisas para desocupados.

Há filhos órfãos de pais vivos, porque estão “entregues”. O pai para um lado; a mãe para o outro e a família desintegrada, sem amor, sem diálogo, sem convivência. Depois de uma dramática experiência pessoal vivida, a mensagem que tenho para dar é: não há tempo melhor aplicado do que aquele destinado aos filhos. Dos dezoito anos de casado, passei 15 anos absorvido por muitas tarefas, envolto em várias ocupações, e totalmente entregue a um objetivo único e proprietário: construir o futuro para três filhos e minha mulher. Isto me custou longos afastamentos de casa: viagens, estágios, cursos, plantões no jornal, madrugada no estúdio de televisão... Uma vida sempre agitada, tormentosa e apaixonante na dedicação à profissão, que foi na verdade, mais importante que a minha família.

Agora, estou aqui como o resultado de tanto esforço: construí o futuro, penosamente, e não sei o que fazer com ele, depois da perda de José Carlos e Mariana. Do que vale tudo o que juntei, se esses filhos não estão mais aqui para aproveitar tudo com a gente? Se o resultado de 30 anos de trabalho fosse consumido por um incêndio, e, desses bens todos, não restasse nada mais do que cinzas, isso não teria a menor importância, não ia provocar o menor abalo em nossa vida, porque a escala de valores mudou e o dinheiro passou a ter peso mínimo e relativo em tudo.

Se o dinheiro não foi capaz de comprar a cura de meu filho amado que se drogou e morreu; não foi capaz de evitar a fuga de minha filhinha, que saiu de casa e prostitui-se, e dela não tenho mais notícias, para que serve? Para quer ser escravo dele?

Eu trocaria, explodindo de felicidade, todas as linhas da declaração de bens por duas únicas que tive que retirar da declaração de dependentes: os nomes de José Carlos e Mariana. E como doeu retirar essas linhas na declaração de 1986, ano base 1985. José Carlos morreu aos 14 anos e Mariana fugiu um mês antes de completar 15 anos.

Extraído do boletim nº. 49, de 26 de novembro de 2006 , da Igreja Batista Getsêmani – BH – MG.


 O Exemplo de George Müller

George MüllerO gigante da fé, George Müller (1805-1898), nasceu na Alemanha, e converteu-se com idade de 20 anos numa missão morávia. Foi para a Inglaterra em 1829, onde trabalhou para o Senhor até o final de sua vida.
 
Em 1830, três semanas depois de seu casamento, Müller e sua esposa decidiram abrir mão de seu salário como pastor de uma pequena congregação, e depender exclusivamente de Deus para suas necessidades. Já desde o início, ele tomou a posição que manteria durante todo o seu ministério, de nunca revelar suas necessidades às pessoas, e de nunca pedir dinheiro de ninguém, somente de Deus. Ao mesmo tempo, decidiu que também nunca entraria em dívida por motivo algum, e que não faria reservas, nem guardaria dinheiro para o futuro.

Durante mais de sessenta anos de ministério, Müller iniciou 117 escolas que educaram mais de 120.000 jovens e órfãos; distribuiu 275.000 Bíblias completas em diferentes idiomas além de grande quantidade de porções menores; sustentou 189 missionários em outros países; e sua equipe de assistentes chegou a contar com 112 pessoas.

Seu maior trabalho foi dos orfanatos em Bristol, na Inglaterra. Começando com duas crianças, o trabalho foi crescendo com o passar dos anos, e chegou a incluir cinco prédios construídos por ele mesmo, com nada menos que 2000 órfãos sendo alimentados, vestidos, educados e treinados para o trabalho. Ao todo, pelo menos dez mil órfãos passaram pelos orfanatos durante sua vida. Só a manutenção destes órfãos custava 26 mil libras por ano. Nunca ficaram sem uma refeição, mas muitas vezes a resposta chegava na última hora. Às vezes sentavam para comer com pratos vazios, mas a resposta de Deus nunca falhava.

No decorrer da sua vida, Müller recebeu o equivalente a sete milhões e meio de dólares, como resposta de Deus. Além de nunca divulgar suas necessidades, ele tinha um critério muito rigoroso para receber ofertas. Por mais que estivesse precisando (pois em milhares de ocasiões não havia recursos para a próxima refeição), se o doador tivesse outras dívidas, se tivesse evidência de que havia alguma atitude errada, ou alguma condição imprópria, a oferta não era aceita.

E mesmo quando tinha certeza de que Deus estava dirigindo para ampliar o trabalho, começar uma outra casa, ou aceitar mais órfãos, ele nunca incorria em dívidas. Aquilo que Deus confirmava como sua vontade certamente receberia os recursos necessários, e por isto nunca emprestava nem contraía obrigações sem ter o necessário para pagar.
 
A seguir, um trecho da sua autobiografia, onde ele define sua posição com relação a dívidas:
 
Minha esposa e eu nunca entramos em dívidas porque acreditávamos que era contrário às Escrituras (Rm 13.8). Por isto, nunca tivemos contas para o futuro com alfaiate, açougue, padaria ou mercado. Pagamos por tudo em dinheiro. Preferimos passar necessidade do que contrair dívidas. Desta forma, sempre sabemos quanto temos, e quanto podemos dar aos outros. Muitas provações vêm sobre os filhos de Deus por não agirem de acordo com Romanos 13.8.

Alguns podem perguntar: Por que você não compra o pão, ou os alimentos do mercado, para pagar depois? Que diferença faz se paga em dinheiro no ato, ou somente no fim do mês? Já que os orfanatos são obra do Senhor, você não pode confiar que ele supra o dinheiro para pagar as contas da padaria, do açougue, e do mercado? Afinal, todas estas coisas são necessárias para a continuidade da obra.

Minha resposta é a seguinte: Se esta obra é de Deus, certamente ele tanto quer como é capaz de suprir todo o necessário. Ele não vai necessariamente prover na hora que nós achamos que deve. Mas quando há necessidade, ele nunca falha. Podemos e devemos confiar no Senhor para suprir-nos com o que precisamos no momento, de forma que nunca tenhamos que entrar em dívida.

Eu poderia comprar um bom estoque de mantimentos no crediário, mas da próxima vez que estivéssemos em necessidade, eu usaria o crediário novamente, ao invés de buscar o Senhor. A fé, que somente se mantém e se fortalece através de exercitar, ficaria mais e mais fraca. No fim, provavelmente acabaria atolado em grandes dívidas, sem perspectiva de sair delas.

A fé se apóia na Palavra Escrita de Deus, mas não temos nenhuma promessa de que ele pagará nossas dívidas. A Palavra diz: "A ninguém fiqueis devendo coisa alguma" (Rm 13.8), e: "Quem nele crer não será de modo algum envergonhado" (1 Pe 2.6). Não temos nenhuma base bíblica para entrar em dívidas.

Nosso alvo é mostrar ao mundo e à igreja que mesmo nestes dias maus do tempo do fim, Deus está pronto para ajudar, consolar, e responder às orações daqueles que confiam nele. Não precisamos recorrer a outras pessoas, nem seguir os caminhos do mundo. Deus tanto é poderoso, como desejoso, de suprir todas nossas necessidades no seu serviço.

Consideramos um precioso privilégio continuar a esperar no Senhor somente, ao invés de comprar mantimentos no crediário, ou de emprestar de bondosos amigos. Enquanto Deus nos der graça, olharemos somente para ele, mesmo que de uma refeição para a próxima tivermos que depender do seu suprimento. Já faz dez anos que trabalhamos com estes órfãos, e ele nunca permitiu que passassem fome. Ele continuará a cuidar deles no futuro também.

Estou profundamente consciente da minha própria incapacidade e dependência no Senhor. Pela graça de Deus, minha alma está em paz, embora dia após dia tenhamos que esperar a provisão milagrosa do Senhor para nosso pão diário.

Extraído da Revista Impacto (www.revistaimpacto.com.br), nº 25.

Você quer ficar Rico?

Marcos E. Fink

Veja este relato contido no livro Saia da Crise Financeira com a Ajuda de Deus, Lecio Dornas, MK Editora, Pág 64-65:

Joseph Adriwich descreve em seu livro 'Série Fashion', editado nos Estados Unidos em 1983, o retrato de gente que investe errado na vida.
Em 1923, reuniram-se no Edward Palace Hotel, em Chicago, os dez empresários mais bem-sucedidos do mundo. Eram eles o presidente de uma grande companhia de aço, o presidente do National City Bank, o presidente de uma grande companhia de aparelhos elétricos, o presidente de uma companhia de gás, o presidente do New York Stock, um grande especulador de trigo, um membro do gabinete do presidente da República, o diretor do maior monopólio do mundo, o líder da Wall Street e o presidente do Bank of International Starly.
Vinte e cinco anos mais tarde, em 1948, eis o que havia acontecido com oito deles: o presidente de uma grande companhia de aparelhos elétricos morreu como fugitivo da justiça, sem dinheiro e em terra estrangeira; o presidente de uma companhia de gás ficou completamente louco; o presidente no New York Stock esteve preso, mas foi solto da penitenciária; o grande especulador de trigo morreu no estrangeiro, falido; o membro do gabinete do presidente da República teve a sua pena diminuída para poder morrer em casa; e outros três tiveram o mesmo fim, suicidando-se.
Isso não é nenhuma alegoria. Isso é literatura séria, é fato histórico.

Você quer ficar Rico?Talvez não fosse necessário relatar uma história do século passado para perceber que a riqueza é um alicerce inconfiável, pois bastaria citar algumas das últimas notícias de escândalos de corrupção que vemos toda semana na mídia, ou lembrar de pessoas que ficaram famosas recentemente por coisas incríveis que fizeram por causa de riquezas. Mas, com isso em mente, podemos perceber mais facilmente o quanto o texto de 1Timóteo 6:9-10 é verdadeiro e extremamente atual: "Os que querem ficar ricos caem em tentação, em armadilhas e em muitos desejos descontrolados e nocivos, que levam os homens a mergulharem na ruína e na destruição, pois o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males. Algumas pessoas, por cobiçarem o dinheiro, desviaram-se da fé e se atormentaram com muitos sofrimentos" 1Tm 6:9-10.

Você acha que buscar riquezas é um objetivo nobre para a sua vida?

No último trecho do versículo 10, Paulo está dizendo que crentes desviaram da fé porque cobiçaram o dinheiro. O que fazer para não cair na tentação de querer ficar rico e colocar o coração nisso? Veja a orientação que Paulo dá a Timóteo no versículo 11: "Você, porém, homem de Deus, fuja de tudo isso [o desejo de ficar rico] e busque a justiça, a piedade, a fé, o amor, a perseverança e a mansidão" 1Tm 6:11.

Mesmo as riquezas adquiridas honestamente não garantem coisa alguma e são completamente vulneráveis. Por mais que elas proporcionem uma sensação de segurança, é uma sensação falsa. "Não esgote suas forças tentando ficar rico; tenha bom senso! As riquezas desaparecem assim que você as contempla; elas criam asas e voam como águias pelo céu" Pv 23:4-5. "Ordene aos que são ricos no presente mundo que não sejam arrogantes, nem ponham sua esperança na incerteza da riqueza, mas em Deus..." 1Tm 6:17.

É importante esclarecer que ser rico não é pecado, e, de fato, há muitas pessoas ricas piedosas e tementes a Deus, mas a Bíblia alerta veementemente que colocar a busca por riquezas como prioridade da vida leva a um caminho de afastamento de Deus. "Ninguém pode servir a dois senhores; pois odiará um e amará o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Vocês não podem servir a Deus e ao Dinheiro" Mt 6:24. Veja também Ec 5:10-15; Mc 4:18-19; Lucas 12:15 e Hb 13:5. Colocar a esperança no dinheiro também é tolice (Pv 11:4; Pv 23:4-5 e 1Tm 6:17). Compreender isso é básico para lidar com o dinheiro da maneira de Deus. Ele não quer que vivamos em função do dinheiro, mas sim, que usemos o dinheiro sendo mordomos fiéis que honram ao Senhor e que cumprem a Sua vontade.

Fonte: site ganancia.com.br


COISAS QUE O DINHEIRO NÃO COMPRA

…você possui muitas coisas que outros não têm e talvez nunca terão na vida.

Você se valoriza?

Quantas vezes é preciso alguém dizer que você é bonito, elegante ou magro? Quando uma pessoa te elogia você respira fundo e abre um sorriso, pensa consigo mesmo: “como é bom ouvir isso!”.

Você não precisa que os outros digam o que você é, quem não se valoriza, se desvaloriza e o que antes era reluzente ficará escondido embaixo de um monte de trapos, desculpas, falsa humildade e baixa autoestima. Reconheça a sua capacidade, beleza, trabalho, alegria, competência, persistência entre outras qualidades.
Não é a condição financeira que determina o que uma pessoa é, mas a falta de controle financeiro determinará como ela estará, e isso é se desvalorizar.

Você valoriza o que tem?

Ao ler esse artigo, fique sabendo que você possui muitas coisas que outros não têm e talvez nunca terão na vida. Você sabe ler, e muitos são analfabetos, você pode ver, e muitos são cegos. Quanto você pagaria para ver se não pudesse?

Pense em quantas coisas você pode fazer, como andar, correr, comer, ouvir, e tantas outras coisas que seu corpo faz perfeitamente. A sua volta devem existir pessoas que infelizmente não conseguem fazer algo que você faz, e mesmo assim eles valorizam o que têm. Faça uma lista de todas as coisas que você tem, invista um tempo nisso, relacione uma a uma e no final some quantas coisas(exemplo: calça, celular, televisão, blusa, sapato, etc.).

As pessoas esquecem o que possuem facilmente, pela vontade de comprar algo novo.

Deus é perfeito, muitas coisas são de graça, um dia lindo, a chuva e a natureza.

Você valoriza sua esposa ou seu marido?

Quando era namorado investia tempo e até dinheiro, depois ficou noivo e até continuou investindo, agora depois de anos de casado não tem tempo para se arrumar e fica pensando quanto custa sair para jantar ao invés de valorizar a esposa.

Quem vive ao seu lado escuta palavras de incentivo, elogios, recebe carinho, desfruta de algum romantismo ou isso ficou no passado? O mesmo pijama velho, cabelo desarrumado, sem tempo para sair de mãos dadas, sem tempo de dar um beijo antes de sair trabalhar.

Quer saber se você valoriza o seu cônjuge? Pergunte aos filhos, mas cuidado, talvez você não esteja preparado para ouvir a resposta. Outra forma de conferir o que você acha que está fazendo certo é escrever o que vocês não fazem a muito tempo, mas cuidado, um dos dois poderá escrever um livro.
Uma vida financeira equilibrada evita estresse no casamento, é bom o casal conversar sobre as finanças e decidirem juntos as decisões financeiras.

Você valoriza seu(s) filho(s)?

Parece simples e fácil responder essa pergunta, afinal de contas você trabalha para eles, da o sustento e tudo o que eles querem. E você já perguntou para eles o que eles querem? Muitas vezes pode ser um abraço, um colo, um ombro amigo, jogar bola, soltar pipa, fazer pipoca, ir ao cinema, correr, não fazer nada, contar história, dar um presente fora de época, estudar, apenas ouvir, elogiar, incentivar, repreender e não brigar. Os filhos são páginas da nossa história, e nelas estarão escritas coisas belas e coisas tristes. A quanto tempo você não investe tempo de qualidade para que coisas belas sejam gravadas?

Não permita que a busca pelo dinheiro consuma o seu tempo de qualidade com os filhos.

Você valoriza seus amigos?

Sim, é o que você deve ter respondido, afinal o que seria dessa vida se não tivéssemos amigos?

Quantos amigos você tem, quando eles fazem aniversário, quantas vezes eles foram na sua casa, quantas vezes você foi na casa deles, eles conhecem Jesus, com que freqüência vocês se falam, quando foi a última vez que estiveram juntos? Amigos são companheiros em sua jornada, servem para momentos em que você não está com a família, servem para compartilhar coisas, descontrair, desabafar, ajudar, mostrar quando está errado, chamar atenção. A amizade é um bem precioso e por isso temos poucos amigos, os quais merecem um telefonema, convite para um almoço, para um bate papo, uma visita, um presente de aniversário, ou ser valorizado com uma frase “você é um bom amigo”.
Segundo o dicionário, valorizar significa:

Aumentar o valor ou preço de: a abertura de estradas valoriza grandes regiões.
Aumentar o préstimo de; enriquecer: valorizar um livro, acrescentando-lhe comentários.
Reconhecer o merecimento de: não valoriza o trabalho alheio.
Reconhecer os próprios méritos, dons ou qualidades: mulher que não se valoriza.
(DicionárioWeb)

É certo que valemos muito mais do que nos valorizamos, mais que a prata ou ouro. Para finalizar deixo mais algumas perguntas para você pensar a respeito. Você valoriza seus funcionários, superiores ou pastores? Aprenda a valorizar as pessoas pelo que elas são.

Trabalhe e ganhe dinheiro honestamente, administre bem suas finanças e invista com inteligência. Dessa forma você valoriza 100% do recurso financeiro que Deus lhe deu e não somente 10% do que você devolve para Ele.

“E, encontrando uma pérola de grande valor, foi, vendeu tudo quanto tinha, e comprou-a”. Mateus 13:46

Deus os abençoe,

Autor: Altemir Farinhas
O autor é palestrante e especialista em Finanças Pessoais, treinador do curso de finanças Crown (Universidade da Família) crown@udf.org.br, autor dos livros “Cura! Há solução para sua vida financeira” e “Dinheiro? Pra que dinheiro?”.